Criar uma mandala é vê-la pronta na minha cabeça, onde com os olhos fechados as sinto por inteiro, suas forças, suas ondas de energia suas cores e suas linhas ondulantes que trazem os mistérios das forças sentidas mais do que vistas, indo além da compreensão do seu significado que tentamos imprimir com a simples visualização. Sentir é mais do que ver. Enxergar é mais do que ver. Conceber é mais do que ver. É isto, eu não vejo direito, mas sinto, crio, concebo e enxergo com outros olhos. Olhos de quem quer perceber, entender, dominar, desvendar, converter em resultado o que está no mundo das idéias, o que se sente com a alma, o coração e a emoção.
Agora que mais um ano termina, minhas esperanças se renovam e na minha maneira de conversar com Deus eu agradeço toda esta força que Ele me dá e toda a compreensão e apoio que recebo das minhas filhas, genros, neta, sobrinhos, irmãos cunhado, cunhadas , parentes afins e amigos, e rogo para que eu continue obtendo ajuda dos que posso ver e dos que não vejo, dos que me ajudam sem aparecer, sem se manifestar fisicamente mas que passam tanta força, tanta vontade, tanto tesão de criar e executar nos mais diversos setores da vida, nas mais diversas atividades a que me proponho empreender, cujos resultados só posso atribuir a esta imensa ajuda espiritual.
Desejo a todos nós, até você que está lendo este texto por curiosidade e ou está apreciando meus trabalhos, que multipliquemos nossas esperanças em um mundo melhor, em justiça dos homens, em saciedade da fome de comida, de saber e de ter o necessário para viver com dignidade. Não nos esqueçamos de manter a fé , perde-la é desistir de tudo, é negar que acima de tudo e de todos existe uma força maior que nos orienta e que nos impulsiona na direção do bem , do amor e do desejo de paz.
Maria Augusta Moura
Brasília, 22/12/2005